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Por mais difícil que uma criança seja, nunca deixe de falar com ela com carinho!

 

Por mais difícil que uma criança seja, nunca deixe de falar com ela com carinho!
Por mais difícil que uma criança seja, nunca deixe de falar com ela com carinho!
Eu sei que às vezes estamos muito cansados, saturados com tantas informações e responsabilidades. Toda a nossa frustração acaba se transformando em cenhos franzidos e palavras duras que jogamos sobre os que mais amamos. Muitas dessas pessoas são crianças pequenas, filhos que não entendem o porquê da nossa irritação: trocamos o “falar bonito” e o carinho por palavras duras, cheias de adjetivos desnecessários que se referem de maneira cruel ao que eles “sempre fazem ou são”.
 
Quantos pais percebem que lançam sobre os seus filhos palavras como “você é um bobo”, “comporte-se” ou até mesmo “idiota”? A pessoa que vê de fora esse comportamento se surpreende com uma atitude tão imatura. No entanto, talvez esse pai não saiba como lidar com um nível de exigência tão alto. Será que em algum momento nós também já não agimos assim?
 

É preciso se esforçar. As crianças não têm culpa e não merecem que descarreguemos sobre elas os nossos problemas de maneira tão injusta. Elas estão começando a viver e tudo o que lhes dissermos hoje, seja uma mensagem positiva ou negativa, guardarão para sempre no seu coração.

Muitas vezes não são os filhos que estão passando por “um momento difícil”, mas os pais que se veem sobrecarregados e não sabem lidar com a pressão.

Falar com carinho será melhor do que gritar

Os pais acreditam que um grito ou um castigo são mais efetivos do que uma boa conversa porque os resultados são imediatos. Mas se esquecem de que a longo prazo aparecem alguns efeitos secundários indesejáveis. As crianças não podem se defender, se sentem humilhadas e descobrirão um sentimento chamado “ressentimento”.
 
Por mais difícil que uma criança seja, nunca deixe de falar com ela com carinho!
Por mais difícil que uma criança seja, nunca deixe de falar com ela com carinho!
Além disso, elas aprendem pelo exemplo: se alguém mais forte que elas pode utilizar a violência para controlá-las, elas também podem agir da mesma forma com as crianças que são menores que elas.
 
Em um primeiro momento, falar com carinho com as crianças diante de um mau comportamento pode parecer que não funcionará. No entanto, não é assim. Uma boa conversa sempre será mais importante; as crianças menores, mesmo que não acreditemos, entendem muito mais do que pensamos.
 
Se lhes explicarmos o que fizeram errado, como deveriam proceder e terminarmos a conversa com um abraço, estaremos lhes ensinando que errar é humano e que o importante é aprender com os erros.Entenderão que estamos lhes mandando uma mensagem clara: “eu confio em você, da próxima vez fará melhor”.
 
A ternura, o amor, a compaixão e o consolo ficarão gravados no fundo do coração dessa pessoinha que tanto amamos e que ainda tem muito para aprender. Essa mensagem que tentamos transmitir, as crianças vão entendendo ao longo da sua vida; talvez não vejamos um efeito tão imediato como uma palmada, mas a longo prazo veremos os bons resultados. Veremos como os nossos filhos educam os seus filhos e nos sentiremos orgulhosos deles.
 
Falar com carinho com as crianças lhes mostrará um caminho onde o amor, a atenção e a compreensão estarão muito presentes.
 
Queremos que os nossos filhos tenham medo de nós? Buscamos o seu respeito através do medo? Este não é o tipo de aprendizado que queremos transmitir. Uma palavra negativa ou um insulto podem causar insegurança, baixa autoestima, medos desnecessários… Sei que estamos muito ocupados, mas trouxemos para o mundo uma pessoa que merece toda a nossa atenção, nosso amor e todas as nossas boas ações.

O poder da disciplina afetiva

A agressividade promoverá mais agressividade e comportamentos que não desejamos. Por exemplo, se o nosso filho não entende os nossos gritos, aprenderá a não nos escutar. No entanto, se colocarmos em prática a disciplina afetiva, onde existem chamadas de atenção sutis e delicadas, os resultados serão muito melhores. É difícil agir dessa forma se os nossos pais não nos trataram assim. Sem nos darmos conta, repetiremos o mesmo padrão de comportamento.
 
Muitas vezes não queremos agir da mesma forma que os nossos pais, mas talvez isto aconteça porque não paramos para pensar em como estamos tratando nossos filhos. É muito importante refletir sobre isso. Talvez sintamos nostalgia por não termos recebido todo o carinho que os nossos pais podiam dar ou não sabiam demonstrar da maneira correta.
 
Tudo isso é normal. Nenhum pai tem um manual de instruções que indique qual é a melhor maneira de agir. Apesar disso, é preciso estar atento a tudo o que a criança vive na sua infância, porque falar com carinho a afetará de uma forma positiva, e descarregar nela as suas frustrações a afetará negativamente.

Mesmo que você esteja sem forças, mesmo que tudo ao seu redor seja negativo, não se canse nunca de falar com carinho com os seus filhos.

Por mais difícil que uma criança seja, nunca deixe de falar com ela com carinho!
 
Tudo o que acontece na infância nos marca profundamente e interfere em nosso futuro. As crianças nascem predispostas ao amor. Aprenda a conhecê-las, dê-lhes carinho e busque aquele ponto onde conseguiremos captar a sua atenção para poder ensiná-las e orientá-las corretamente. Isto deve ser feito através do amor, e não do medo. Falar com carinho com os seus filhos é a melhor decisão.
 
https://www.soescola.com/2017/04/por-mais-dificil-que-uma-crianca-seja-nunca-deixe-de-falar-com-ela-com-carinho.html
 

O processo de aprendizagem de uma criança durante a primeira infância, é inacreditavelmente rápido, e muitas vezes subvalorizado. 

A criança até aos 3 anos apresenta capacidade para pensar sobre o mundo e sobre si mesma através da interação que vai estabelecendo com as pessoas e objetos.

A observação, repetição, imitação e a experimentação permitem à criança situar-se perante si própria e perante os outros.

Cada momento de cada dia é uma experiência de aprendizagem.

A “casa” representa um lugar de reunião, estável, confortável e onde há amor tornando-se num local seguro. A composição da família, o número de brinquedos, a localização ou número de quartos, não define uma casa.

Tal como um jardim, uma casa deve ser assistida, apreciada, nutrida e respeitada para prosperar. É o cenário para do crescimento físico, mental, emocional e espiritual de um indivíduo, e se houver respeito e amor incondicional, esta casa será uma âncora para os filhos. A casa é a essência daquilo que queremos ser e do que queremos que os nossos filhos sejam.

A casa é a primeira sala de aula – não só no sentido académico – mas como um trampolim para o mundo.

Como nos tratamos uns aos outros, talvez seja a lição de vida mais importante que aprendemos em casa.

Somos educados uns com os outros? Respeitamo-nos? Demonstramos emoções? Honramos a privacidade?  Revezamo-nos? Assumimos as tarefas domésticas?

Resumidamente: podemos contar a nossa história honestamente e sem receio de julgamentos?

Em casa, os nossos filhos aprenderão a resolver problemas, desenvolverão a leitura e até as habilidades matemáticas apenas através da experiência vivida com a família. A aprendizagem com base no amor será adquirida num ambiente calmo e estável, onde se conversa, se brinca, se lêem histórias (muitas) e se fazem vozes de personagens em família.

“É impossível ter-se livros a mais”

Com a tendência crescente para o consumismo tecnológico, receio que muitas crianças cresçam sem a compreensão e respeito de experimentar palavras escritas.

A alegria de manter um livro, virar as páginas com antecipação, procurar um marcador perfeito, e ler em voz alta é um dos maiores presentes que podes dar aos teus filhos.

É imprescindível que arranjemos tempo para ler com os nossos filhos diariamente. Que os incentivemos a ler por conta própria. Há que parar e arranjar tempo. Quando deixam de dormir a sesta, esse tempo é perfeito para ficarmos no quarto com uma pilha de livros, e que os ensinemos relaxar enquanto expandem o seu vocabulário e estimulam a imaginação.

Esta prática também os ensina a apreciar o silêncio e a sentirem-se feliz consigo próprios – outra componente tão importante.

Histórias de encantar, aventuras, poesias tontas e lengalengas irão evoluir para coleções por capítulos que ocuparão a estante conforme os nossos filhos crescem.

É mais fácil dar à criança um entretenimento visual para passar o tempo, mas queremos mesmo que o caminho seja “passar tempo”? Tentemos que os livros se tornem na melhor ferramenta para os ajudar a “passar tempo”!

Se a casa é a primeira escola, então, os pais são obviamente os primeiros professores.

As tuas amizades e a forma como comunicas influenciarão directamente a forma como o teu filho irá relacionar-se na vida. A educação, respeito, a ética, o amor-próprio, o viver em comunidade são lições de vida que aprenderá contigo. Não fiques à espera que o mundo exterior faça esse trabalho por ti. Se assumires que a escola se irá encarregar disso, então já esperaste muito tempo. Essa é a tua responsabilidade desde o primeiro dia de vida do teu filho.

Parentalidade Consciente e Slow Parenting

A parentalidade não é sobre como criar o filho perfeito e idílico. Nem deve procurar resultados, mas sim experienciar o caminho. Por mais que queiramos acreditar que com determinação e trabalho duro conseguimos controlar tudo, a vida é muito mais complexa que isso, e certamente os nossos filhos terão de lidar com imprevistos. Se tens a capacidade de te adaptar positivamente a situações adversas, também o teu filho herdará essa característica. A isso se chama resiliência.

A parentalidade consciente pressupõe que se faça pausas, que se estude a envolvente e se façam escolhas com base no que consideramos ser o melhor para os filhos, mantendo-nos íntegros e fieis aos nossos valores.

Não será fácil, nem será óbvio, mas se estiveres confiante dos teus valores, um dia que tenhas de fazer essas escolhas, instintivamente saberás qual é o melhor caminho.

Aprender a confiar nos teus instintos e libertares-te das dúvidas é o primeiro passo para a parentalidade consciente.

Extraido: https://www.soescola.com/2017/06/a-casa-e-a-primeira-escola-e-os-pais-sao-os-primeiros-professores.html

 

Ser pai, mãe, avô, avó e, além disso, um educador eficaz, não é fácil. Cada criança vem a este mundo com necessidades próprias que devemos saber atender, com virtudes a serem potencializadas e emoções que devem ser incentivadas, orientadas e desenvolvidas.

Educar não é apenas ensinar as crianças a ler ou mostrar como podem realizar seu trabalho de pesquisa para o colégio com o computador. Ser pai ou mãe não é presentear os filhos com um telefone celular em seu aniversário, nem assegurar-nos de que colocamos o cinto de segurança neles cada vez que entram no carro. É muito mais que tudo isso.

Educar também é saber dizer “Não” e, ao mesmo tempo, dizer “Sim” com o olhar, porque educar não é apenas proibir, mas abrir o coração para os nossos filhos e reforçar cada dia o vínculo emocional que temos com eles, dando a entender que estamos juntos em cada instante para proporcionar-lhes maturidade como pessoas felizes e capazes.

Contudo, em algumas situações, mesmo que conheçamos a teoria não a aplicamos na prática. Além de pais e mães, também somos casal, empregados, empresários ou pessoas que querem trocar de emprego e que, possivelmente, ainda querem atingir novos objetivos profissionais. Tudo isso ocorre concomitantemente em nosso cotidiano e, sem saber como, começamos a cometer erros na educação de nossos filhos.

Se você for pai, se lembrará de quando foi filho e saberá, sem dúvida, o que você mais valorizou – e ainda valoriza! – ou do que mais sentiu falta nos seus dias de infância. Se a sua infância não foi especialmente feliz, entenderá quais aspectos romperam este vínculo emocional com os seus pais, esses erros que não devem ser repetidos sob nenhuma hipótese com seus filhos.

Falemos sobre isso.

  1. Não os escutar

As crianças falam e também perguntam muito. Pegam você de surpresa com mil questionamentos, inúmeras dúvidas e centenas de comentários nos momentos mais inoportunos. Desejam saber, experimentarquerem compartilhar e desejam compreender tudo que acontece diante delas.

Tenha bastante claro que, se você mandar que fiquem quietas, se você as obrigar a ficar em silêncio, ou se não atender suas palavras, respondendo com severidade ou de forma rude, isso fará com que, no curto prazo, a criança deixe de se dirigir a você. E o fará privilegiando seus próprios espaços de solidão, atrás de uma porta fechada que não desejará que você cruze.

  1. Castigá-los, transmitindo-lhes falta de confiança

São muitos os pais que relacionam a palavra educação com punição, com proibição, com um autoritarismo firme e rígido em que tudo se impõe e qualquer erro é castigado. Este tipo de conduta educativa resulta em uma falta de autoestima muito clara na criança, uma insegurança e, ao mesmo tempo, uma ruptura do vínculo emocional com eles.

Se castigamos não ensinamos. Se me limito a dizer para a criança tudo o que ela faz de errado, jamais saberá como fazer algo bem. Não dou a ela medidas ou estratégias, limito-me a humilhá-la. E tudo isso gerará nela raiva, rancor e insegurança. Evite sempre esta atitude. 

  1. Compará-los e rotulá-los

Poucas coisas podem ser mais destrutivas do que comparar um irmão ao outro ou uma criança a outra para ridicularizá-la, para dar a entender suas escassas aptidões, suas falhas, sua pouca iniciativa. En algumas ocasiões, um erro que muitos pais cometem é falar em voz alta diante das crianças como se elas não os escutassem.

É que o meu filho não é tão inteligente como o seu, é mais lento, o que se pode fazer”.Expressões como estas são dolorosas e geram neles um sentimento negativo que causará não apenas ódio em relação aos pais, mas um sentimento interior de inferioridade.

  1. Gritar com eles e apoiar-se mais nas ordens do que nos argumentos

Não trataremos aqui de maus tratos físicos, pois acreditamos que não há pior forma de romper o vínculo emocional com uma criança do que cometer este ato imperdoável.

Mas temos de ser conscientes de que existem outros tipos de maus tratos implícitos, quase igualmente destrutivos. É o caso do abuso psicológico, esse no qual se arruína a personalidade da criança por completo, sua autoimagem e a confiança em si mesma.

Há pais e mães que não sabem dirigir-se de outra forma a seus filhos, sendo sempre através de gritos. Levantar a voz sem razão justificável provoca um estado de euforia e estresse contínuo nos filhos; eles não sabem em que se apoiar, não sabem se fizeram algo bom ou mau. Os gritos contínuos enfurecem e fazem mal, já que não há diálogos, apenas ordens e críticas.

Deve-se ter muito cuidado com estes aspectos básicos. O não escutar, o não falar e o não demonstrar abertura, compreensão ou sobrepor a sanção ao diálogo são modos de ir afastando aos poucos as crianças do nosso lado. Elas nos enxergarão como inimigos dos quais devem se defender e romperemos o vínculo emocional com eles.

Educar é uma aventura que dura a vida toda em que ninguém é um verdadeiro especialista. Contudo, basta apoiar-se nos pilares da compreensão, do carinho e em um apego saudável que proporcione a maturidade e a segurança nesta pessoa que é também parte de você.

Imagem cortesia: Gabriela Silva, Nicolás Gouny, Whimsical

https://amenteemaravilhosa.com.br/4-atitudes-enfraquecem-vinculo-emocional-seus-filhos 

 

Foto: Pixabay

Segundo especialista, até os 6 anos, quando se inicia o ciclo da alfabetização, a criança deve ser capaz de produzir todos os fonemas da comunidade linguística onde ela está inserida

Se houver suspeita de atraso da linguagem da criança, os pais não devem esperar para se tomar alguma providência, como a ida a um especialista para ser feita uma avaliação

Cinthya Leite

É muito marcante quando, no primeiro trimestre de vida, o bebê começa a emitir alguns sons, sorrir e dar gargalhadas. O pequeno vai crescendo e o encantamento continua: entre 7 e 11 meses, até já repete palavras simples. Quando completa o primeiro ano de vida, os pais começam a ficar na expectativa da fase caracterizada pela “explosão do vocabulário” – um momento em que a criança é capaz de aprender novas palavras numa velocidade tão rápida que deixa a família e até desconhecidos surpresos.

Os adultos ficam cismados quando o vocabulário não progride de forma exponencial. Em situações como essa, o grau de ansiedade é variado, e as dúvidas parecem não cessar. Os pais querem saber por que o filho não fala como os coleguinhas da mesma faixa etária e também o que devem fazer para promover a linguagem oral do pequeno.

“Até os 6 anos, quando se inicia o ciclo da alfabetização, a criança deve ser capaz de produzir todos os fonemas da comunidade linguística onde ela está inserida, mas não se deve esperar até essa idade (no caso de existir fala incompreensível ou atraso de linguagem) para se tomar alguma providência, como a ida a um especialista para ser feita uma avaliação”, explica a fonoaudióloga Bianca Queiroga, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde da Comunicação Humana da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Se, aos 6 anos, a criança não se comunica bem, segundo a especialista, provavelmente terá problemas de aprendizagem.

“O melhor estímulo é a família conversar com a criança, desde os primeiros meses de vida, e permitir que ela também se expresse. Às vezes, acontece de os pais superprotegerem tanto os filhos que não permitem que eles peçam um objeto, manifestem fome ou sede. É importante dar o tempo para que a criança solicite e passe a interagir”. Assim, quando os pequenos estão inseridos num ambiente estimulador, eles geralmente têm boas condições para se desenvolver e falar dentro do tempo esperado sem muita dificuldade.

A aquisição da linguagem (externalizada não apenas pela fala, mas também pela escuta, leitura e escrita), segundo reforça Bianca, é um processo quase que espontâneo. Mas esse principal componente da comunicação humana não se desenvolve isoladamente. O aprendizado das primeiras palavras e a combinação delas para formar frases são processos casados com o desenvolvimento cognitivo. Ou seja, a criança precisa ser estimulada a explorar e conhecer aquilo que faz parte do mundo em que vive para aprender nomes e narrar histórias.

E como as famílias podem aplicar tanta teoria na prática? “Para conversar com a criança, é fundamental os adultos adaptarem o discurso deles a algo que seja compreensível pelos pequenos. Assim, é possível acompanhar a curiosidade e o interesse deles. Não vale ir ao cinema com os filhos e deixar de conversar sobre o que aconteceu no filme ou sobre o que viram durante um passeio pela praia. “O fato de os adultos estarem juntos e não conversarem de forma adequada com as crianças não asseguram interação significativa, essencial para a aquisição da linguagem”, frisa Bianca Queiroga, também membro da diretoria do Conselho Regional de Fonoaudiologia – 4ª Região.

Estímulo

A pedagoga Maria Luiza Lins, 37 anos, e o analista de sistemas José Henrique Lins, 41, adotam naturalmente uma série de estratégias para desenvolver as habilidades de comunicação do filho, Luiz Henrique, 3. “Ele gosta muito de ver filmes e gosta de comentar o que viu. Sempre perguntamos como foi o dia na escola, e ele adora contar os detalhes. Ele tem memórias auditiva e visual muito boas, e isso ajuda a se comunicar; é bem falante. Além disso, contamos histórias para Luiz Henrique, que tem um monte de livros e gosta de vê-los”, relata Maria Luiza.

 

Na última semana, ela levou o filho ao fonoaudiólogo, por recomendação da pediatra. “Ele conta os fatos, explica e reproduz, mas tem algumas ‘trocas’ (de fonemas), como substituir o ‘l’ pelo ‘n’ ou o ‘l’ pelo ‘u’. Às vezes, não fala o ‘r’. E quando vamos corrigi-lo, ele cansa. Então, achamos melhor procurar uma fonoaudióloga”, acrescenta. A atitude de Maria Luiza retrata a declaração da fonoaudióloga Bianca Queiroga: “Em alguns casos, é interessante a opinião de um especialista, que pode nem indicar terapia e só orientar os pais a adotar mudanças na rotina ou maior interação dos filhos com outras crianças”.

Nas situações em que há suspeita de atraso da fala, é essencial investigar como está a percepção dos sons pelos pequenos. “A audição é pré-requisito para o desenvolvimento da linguagem oral. Nos primeiros anos de vida, a criança escuta, forma o vocabulário e a memória auditiva. Isso culmina com as primeiras palavras na fase de 1 ano e meio a 2 anos”, destaca a médica Mariana Leal, gerente do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital Agamenon Magalhães.

Ela acrescenta que é fundamental as famílias ficarem atentas para a possibilidade de um atraso na fala ser decorrente de um problema auditivo. “É um detalhe importante a ser avaliado. E sabemos que, para a aquisição da linguagem, essa estimulação auditiva deve ser feita nos dois primeiros anos de vida. Por isso, quanto mais precoce for identificado qualquer problema auditivo, melhor a reabilitação. Ou seja, maior a chance de se recuperar de algum distúrbio que pode vir a se manifestar”, complementa Mariana.

Pela importância da audição para o desenvolvimento da linguagem, os bebês devem passar pelo teste da orelhinha logo após o nascimento. “O exame identifica problemas auditivos, o que possibilita uma terapia precoce”, acrescenta a otorrinolaringologista.

Mais do que se preocupar com o momento em que a criança deve começar a falar ou com as dificuldades para reproduzir os sons da língua, as famílias precisam ficar atentas ao grau de entendimento dos pequenos em cada fase e à compreensão do conteúdo da fala. “É possível entender o que ela diz? As trocas naturais (dos sons) não prejudicam a compreensão da fala. Se aos 2 ou 3 anos, a criança não fala um ‘r’ vibrante, não há tantos problemas. Nessa fase, é comum ‘comer’ o ‘r’. Ou seja, ao invés de falar praia, diz ‘paia’. Mas o adulto entende. A preocupação vem se ela fala de um jeito que ninguém entende, o que pode prejudicar as interações dela com adultos e outras crianças”, explica Bianca Queiroga, que recomenda pecar pelo excesso. Assim, se os pais estão desconfiados de que há algum atraso na linguagem, a ida a um especialista não deve ficar para depois.

 

http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/saude/noticia/2017/08/20/fala-incompreensivel-pode-prejudicar-alfabetizacao-e-aprendizagem-302246.php

Texto de Fabiana Santos, do blog Tudo sobre a minha mãe.

O assunto é incômodo mas faz parte daquele grupo de questões que a gente não pode fugir de encarar. Estou falando objetivamente da gente saber como ensinar nossas crianças, mesmo pequenas, a não se tornarem vītimas de abuso físico ou sexual. Por favor, este post é um serviço. Não passe batido.

Pensando nos meus filhos e nos seus, eu pesquisei a respeito do que os americanos – que dão muita importância para o assunto – trazem para ser tratado de forma inteligente. Já foi o tempo que eu achava isso exagerado, hoje concordo demais que é muito, muito melhor prevenir. Então vamos às dicas que eu consegui reunir:

 

1- Meu corpo é meu: a criança deve entender que o corpo dela lhe pertence, que ninguém tem direito, nem por brincadeira, de ficar tocando nela de forma que a deixe constrangida. Eu sei que a cultura brasileira aceita beijos e abraços sem ter fim. Eu sou assim e meus filhos também. Mas é preciso sinceramente evitar abraços e beijos para desconhecidos ou pouco conhecidos. Uma criança jamais deve ser obrigada a ter contato físico com quem ela não quer.

2 – A lista das pessoas confiáveis: a criança precisa ter a certeza de quem ela pode contar. Quem são estas pessoas: o papai, a mamãe, a vovó, a professora? Que sejam. Mas vai ser muito importante para ela que os pais identifiquem estas pessoas deixando bem claro que a criança tem a quem recorrer, quem ela realmente deve confiar.

3 – Partes íntimas: ninguém toca nas minhas partes íntimas é uma mensagem muito importante que as crianças precisam receber. Ninguém pode pedir que eu toque as partes íntimas dela também. Outra informação importante para as crianças é de que ninguém deve mostrar fotos de partes íntimas para ela. A criança precisa saber que pode contar para sua lista de pessoas confiáveis se algo do tipo acontecer.

4 – Ninguém pode ter segredo desconfortável: a criança tem que ter o ensinamento de que não pode ter segredo com ninguém que peça para algo não ser contado e que a faça se sentir mal ou incomodada com isso. Se isso vier a acontecer, ela também precisa ser ensinada a falar para alguém do seu grupo de pessoas confiáveis sobre essa história de segredo.

5 – Nenhum adulto desconhecido pede ajuda à criança: essa eu achei uma regra de ouro. Os pais devem esclarecer aos filhos que não existe essa história de um adulto desconhecido pedir ajuda para criança (seja na porta da escola, na pracinha, no playground…). Que fique bem claro na cabecinha delas: adultos não precisam de ajuda de criança, isso não existe. Adulto pede ajuda a outro adulto. Com isso em mente, as crianças não titubeiam em dizer não, mesmo que os pais tenham ensinado a elas que elas precisam ser gentis. Assim se alguém abordá-los dessa forma, elas jamais devem seguir ou acreditar nessa pessoa.

Fabiana Santos é jornalista, mãe de Alice, de 5 anos, e de Felipe, de 12 anos. Eles moram em Washington-DC. No ano passado, para ser voluntária na escola da filha, ela precisou fazer um curso para reconhecer e relatar abusos ou negligências cometidos a alguma criança. Este curso, em grande parte dos distritos escolares americanos, é obrigatório e gratuito.

http://www.revistapazes.com/como-ensinar-ninguem-tocar-corpo/

Uma criança não nasce para ficar quieta, para não tocar nas coisas, ser paciente ou entreter-se. Uma criança não nasce para ficar sentada a ver TV ou a jogar no tablet. Uma criança não quer ficar quieta o tempo todo.

Crianças precisam se mover, navegar, procurar notícias, criar aventuras e descobrir o mundo ao seu redor. Elas estão aprender, são esponjas, jogadores natos, caçadores de tesouros.

Elas são livres, almas puras que buscam a voar, não ficar de lado. Não as façamos escravas da vida adulta, da pressa e falta de imaginação dos mais velhos.

Não as apressemos em nosso mundo de desencanto. Impulsionemos o seu sentimento de maravilha, garantindo-lhes uma vida emocional, social e cognitiva rica em conteúdo, perfume das flores, expressão sensorial, felicidade e conhecimento.

O que acontece no cérebro de uma criança quando brinca?

Os benefícios das brincadeiras para as crianças estão presentes em todos os níveis (fisiológicos-emocionais, comportamentais e cognitivos), isso não é um mistério. Na verdade, podemos falar de múltiplas repercussões:

Regula o humor e ansiedade.

Promove atenção, aprendizagem e memória.

Reduz o stress, favorecendo a calma neuronal, bem-estar e felicidade.

Amplia a sua motivação física, graças à qual os músculos reagem impulsionando-as a brincar.

Tudo isso promove um estado ótimo de imaginação e criatividade, ajudando-as a apreciar a fantasia do que as rodeia.

A Sociedade tem alimentado a hiperpaternalidade, que é a obsessão dos pais para que seus filhos tenham habilidades específicas para assegurar uma boa profissão no futuro. Esquecemo-nos, como sociedade e como educadores, que o valor das crianças não é definido por uma nota na escola e que com os esforços para priorizar os resultados, negligenciamos as habilidades para a vida.

“O valor das nossas crianças é que desde pequenas precisam que as amemos de forma independente, elas não são definidas pelas suas realizações ou fracassos, mas por serem elas mesmas, únicas por natureza. Quando somos crianças, não somos responsáveis por aquilo que recebemos na infância, mas, quando adultos, somos inteiramente responsáveis por corrigi-lo.”

Simplificar a infância, educar bem

Dizemos sempre que cada pessoa é única, mas temos isso pouco interiorizado. Isso reflete-se num simples facto: estabelecer um conjunto de regras para educar todos os nossos filhos.

Na verdade, esse é um equívoco generalizado que não é de todo coerente com o que acreditamos ser claro (que cada pessoa é única). Portanto, não é de se estranhar que a confluência de nossas crenças e ações resultem em confusão na criança.

Por outro lado, como afirma Kim Payne, professor e conselheiro estadunidense, estamos criando nossas crianças com excesso de quatro pilares:

Muita informação.

Muitas coisas.

Muitas opções.

Muita velocidade.

Impedimo-las de explorar, refletir ou aliviar as tensões que acompanham a vida cotidiana. Enchemo-las de tecnologias, brinquedos e atividades escolares e extracurriculares, distorcemos a infância e, o que é pior, impedimo-las de brincar e se desenvolver.

Hoje em dia as crianças passam menos tempo ao ar livre do que as pessoas que estão na prisão. Por quê? Porque nós as mantemos “entretidas e ocupadas” em outras atividades que acreditamos mais necessárias, tentando fazer com que permaneçam imaculadas e sem manchas nas roupas. Isto é intolerável e, acima de tudo, extremamente preocupante.

Consideremos algumas razões pelas quais devemos mudar isso …

Higiene excessiva aumenta a probabilidade de que as crianças desenvolvam alergias, como mostra um estudo do Hospital de Gotemburgo, Suécia.

Não lhes permitimos desfrutar do ar livre é uma tortura que limita seu desenvolvimento potencial criativo.

Mantê-las “agarradas” ao telemóvel, tablet, computador ou televisão é altamente prejudicial para nível fisiológico, emocional, cognitivo e comportamental.

Poderíamos continuar, mas neste momento a maioria de nós já encontrou inúmeras razões pelas quais está destruindo a magia da infância. Como o educador Francesco Tonucci diz:

“A experiência das crianças deveria ser o alimento da escola: sua vida, suas surpresas e descobertas. O meu professor fazia-nos sempre esvaziar os bolsos na sala de aula, porque estavam cheios de testemunhas do mundo exterior: bichos, cordas, cartas… Bem, hoje devem fazer o oposto, pedir às crianças para mostrarem o que carregam em seus bolsos. Desta forma, a escola se abriria para a vida, recebendo as crianças com os seus conhecimentos e trabalhando em torno deles “.

Esta certamente é uma maneira muito mais saudável de trabalhar com elas, educá-las e assegurar o seu sucesso. Se esquecermos isso em algum momento, devemos ter bem presente o seguinte:“Se as crianças não precisam de um banho urgente, não brincaram o suficiente.” Esta é a premissa fundamental de uma boa educação.

 

http://www.resilienciamag.com/crianca-saudavel-e-espontanea-barulhenta-inquieta-emotiva-e-colorida/

Rolar, sentar, andar, correr, pular… Ao longo dos primeiros anos de vida, a criança desenvolve diversas habilidades motoras, adquiridas cada uma a seu tempo. Para ajudar seu filho nessa jornada, deixe a ansiedade de lado e aprenda a estimulá-lo em cada fase – mas sem exageros!

Por Malu Gonçalves – atualizada em 05/02/2014 11h40

 

Até 3 meses
É nesse período que a criança vai aprender a sustentar a cabeça. Então, ajude-a a fortalecer os músculos do pescoço. os braços e as pernas ainda ficam muito flexionados, como no útero. A dica é estendê-los suavemente para alongá-los.

Brinque: coloque-a de bruços sobre a cama ou outra superfície segura e chame sua atenção comumobjeto sonoro, como o chocalho, fazendo-a levantar o rosto. Fora do campo de visão do bebê, bata palmas para que ele tente localizar de onde vem o som virando a cabeça.

Dos 3 aos 6 meses

O tronco já está começando a se firmar. coloque a criança sentada em seu colo e também na cama, com um apoio nas costas. Isso a ajudará a desenvolver a musculatura da região. Deite o bebê de barriga para cima e cruze suas pernas, incentivando-o a rolar sobre si mesmo.

Brinque: crie um tapete de texturas. Deixe seu filho de bruços na cama e espalhe objetos com diferentes toques próximos a ele para explorar o tato, que já está mais sensível nessa fase. Vale também pendurar móbiles no berço.

Dos 6 aos 9 meses

A mãos estão mais fortes e a criança consegue segurar objetos grandes. estimule-a a transferi-los de uma mão para a outra. Lembre-se de que ela está na fase oral e tudo é levado até a boca. Por isso, escolha brinquedos grandes, macios, não cortantes, laváveis e que não soltem pedaços. Algumas crianças já começam a ficar de pé nessa fase. Desça o estrado do berço para evitar acidentes.

Brinque: tire seu filho da cadeirinha e coloque-o no chão, dando espaço para que possa se arrastar e engatinhar. Não se esqueça de tampar tomadas e tirar do alcance o que possa ser puxado, como a toalha de mesa. Faça o jogo do “um pouquinho mais longe”. Distribua objetos a uma certa distância, começando mais próximo, incentivando seu filho a engatinhar até eles. Cada vez que ele conseguir alcançá-los, faça festa e afaste-os um pouco mais.

Dos 9 meses a 1 ano

A criança começa a adquirir o movimento de pinça, pegando objetos com os dedos polegar e indicador. Ofereça tampinhas ou bolas de papel para aprimorar a preensão, sempre sob supervisão, pois são pequenas e podem ser engolidas. Nessa fase, você já pode ajudá-la a ficar de pé sustentando-a pelas mãos.

Brinque: bata palmas e dê tchau para que ele imite você. Se não conseguir, ensine-o segurando as mãos dele.

De 1 ano a 1 ano e 6 meses

Nessa fase, seu filho vai conseguir andar sozinho. ajude-o a trabalhar o equilíbrio oferecendo brinquedos que possam ser puxados ou empurrados, como um carrinho amarrado a um barbante. a criança já tem capacidade para utilizar papel e giz de cera grosso atóxico. ensine-a como fazer rabiscos na folha, estimulando a coordenação motora.

Brinque: disponibilize caixas de diferentes tamanhos e peça que seu filho coloque umas dentro das outras. Isso ajuda a desenvolver a compreensão.

De 1 ano e 6 meses a 2 anos

Já com um pouco mais de desenvoltura e habilidade, permita que ele folheie revistas velhas, rasgue-as e amasse as páginas, é uma ótima maneira de estimular a coordenação motora das mãos. Fale os nomes das partes do corpo e peça que vá apontando, uma por uma, para despertar a consciência corporal e treinar o controle do indicador estendido quando os outros dedos estão abaixados.

Brinque: nessa fase, toda criança – menino ou menina – adora brincar com bola. Estimule seu filho a chutar e fazer gol para trabalhar a agilidade das pernas.

De 2 a 3 anos

Seu filho já consegue correr, então leve-o para um parque e incentive-o a brincar de pega-pega, dar pulos e ficar apoiado em um pé só, o que desenvolve o equilíbrio. Também já é possível permitir que ele mesmo lave o corpo durante o banho, o que desenvolve a coordenação, como quando faz movimentos de sobe e desce com o sabonete. Para promover o senso de direção e fortalecer a musculatura das pernas, outra boa opção é o triciclo.

Brinque: monte um ateliê para brincarem com argila, massa de modelar e tinta guache. Brincar de artista ajuda a controlar a força na ponta dos dedos e o movimento do punho e das mãos.

De 3 a 4 anos

Chegou a hora em que seu filho se move independentemente pela casa: sobe e desce escadas alternando os pés, pula obstáculos e desvia de móveis. Ajude-o a empilhar de 6 a 8 objetos, estimulando o controle neuromotor.

Brinque: desafie-o a desenhar formas geométricas, começando pelo círculo. Assim ele pratica a coordenação motora fina, responsável pelos movimentos mais delicados e precisos do corpo.

De 4 a 5 anos

Cada vez mais seu filho é capaz de realizar tarefas que exigem controle preciso do corpo. A mão, por exemplo, tem firmeza para segurar o lápis e habilidade para desenhar um homem com três partes – cabeça, tronco e pernas. Habitue-o a organizar os próprios pertences e a ajudar nas tarefas da casa. Além de desenvolver o senso de responsabilidade, essa rotina exercita a coordenação motora, como ao dobrar peças de roupa ou guardar objetos na gaveta.

Brinque: desafie seu filho a andar nas pontas dos pés e a imitar os animais utilizando todo o corpo: rastejando, se for uma cobra; saltando agachado, se for um sapo, etc.

De 5 a 6 anos

A criança já demonstra boa habilidade motora, mas ainda não tem noção de perigo. Nessa fase irá manusear a tesoura, por isso alerte-a sobre os cuidados necessários para não se cortar. Os reflexos estão mais rápidos e permitem à criança defender ou agarrar a bola com as duas mãos, sem deixá-la escapar.

Brinque: chute a gol e queimada são duas brincadeiras novas para o repertório do seu filho. Ele já diferencia direita e esquerda, então aproveite para treinar essas noções.

De 6 a 8 anos

A coordenação motora fina está melhorando. Assim, seu filho vai aprender a segurar o lápis fazendo uma pinça como polegar, o indicadoreo dedo médio. Uma boa dica para ajudá-lo nessa tarefa é pedir que ele junte o dedo mindinho e o anelar e, na sequência, tente segurar um lápis com os outros três dedos. De forma natural ele conseguirá empunhá-lo.

Brinque: que tal organizar passeios de bicicleta? Nessa fase, seu filho não terá dificuldades em pedalar com rodinhas, pois tem o equilíbrio, o senso de direção e a força exigidos pela atividade. Depois de adquirir mais confiança, proponha eliminar as rodinhas, primeiro uma, depois a outra. Não se esqueça dos equipamentos de segurança!

http://revistacrescer.globo.com/Bebes/Desenvolvimento/noticia/2014/02/melhores-brincadeiras-para-estimular-o-desenvolvimento-do-seu-filho-por-idade.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=compartilharDesktop

Quando uma criança apresenta certos sinais que sugerem dificuldades na comunicação oral é possível fazer alguma coisa para ajudá-la, além de buscar um tratamento especializado? Neste artigo, mostrarei que sim e apontarei algumas das principais formas de estimulação que os pais podem promover nos primeiros anos de vida dos filhos para auxiliá-los no desenvolvimento da comunicação oral. Porém, é preciso permanecer alerta. Se mesmo com a realização sistemática de estímulos e atividades, as dificuldades permanecerem, um profissional capacitado deverá ser consultado.

Desde o nascimento, a criança passa por etapas do desenvolvimento da linguagem, etapas preparatórias para adquirir de forma elaborada e eficiente a fala, uma das formas que temos de nos comunicar. O desenvolvimento da comunicação oral envolve os sentidos, os músculos orofaciais e as experiências da criança com as coisas e as pessoas. Para que ocorra de forma plena, os pais precisam, até certo momento, servir como mediadores entre a criança e o mundo que a cerca.

Estimulação sensorial

Como os sentidos (visão, audição, olfato, gustação e tato) servem de “porta de entrada” para experimentar e conhecer o mundo a nossa volta, a cada etapa de desenvolvimento dos filhos, vale a pena oferecer estímulos sensoriais. Seguem abaixo algumas sugestões de estimulação sensorial que podem ser realizadas com crianças de 0 a 5 anos.

Estimulação visual:

  • Apresentar e oferecer objetos simples, coloridos, com formas diferentes e com estímulos luminosos;
  • Movimentar cada parte do corpo da criança para que ela possa percebê-las e identificá-las;
  • Oferecer um espelho para a criança observar sua imagem, as de outras pessoas e objetos;
  • Apresentar imagens de rostos com diferentes tipos de emoção (alegria, tristeza, raiva, cansaço, etc.);
  • Apresentar à criança  diferentes ambientes.

Estimulação auditiva:

  • Proporcionar experiências com sons, vozes em diferentes alturas (grave/aguda), intensidades (alto/baixo) e entonações;
  • Cantar e conversar durante os cuidados com a criança;
  • Oferecer diferentes objetos e brinquedos sonoros para alertar a criança quanto aos diferentes tipos de som;
  • Falar e/ou movimentar objetos sonoros fora do campo visual para que ela possa localizar e identificar o som.

Estimulação gustativa e olfativa:

  • Deixar que a criança cheire os produtos utilizados no cuidado da higiene;
  • Levá-la a diferentes ambientes com odores diversificados (na cozinha durante o preparo de uma refeição, em um bosque, pomar, açougue, etc.);
  • Oferecer alimentos variados para que experimente diferentes sabores (doce, amargo, salgado, azedo), desenvolvendo assim o paladar.

Estimulação tátil:

  • Proporcionar durante as rotinas, de higiene principalmente, o contato da criança com diferentes texturas (esponjas, creme, talco, tecido, óleo), sempre nomeando-os;
  • Oferecer objetos com texturas, tamanhos, temperaturas, formas, materiais e pesos diferentes;
  • Incentivar a criança a conhecer seu próprio corpo e o do outro para que ela perceba o seu limite e o espaço que a cerca.

Estimulação oromotora

Outra estimulação importante a ser realizada é a oromotora, que engloba a parte muscular e motora envolvida na comunicação oral (lábios, língua e palato). Como os órgãos que utilizamos para comer (lábios, língua, bochechas, dentes) são praticamente os mesmos que utilizamos para falar, a alimentação tem papel importante no desenvolvimento da fala. É por meio dela que estimulamos e exercitamos os músculos da boca e da face (por meio da mastigação, sucção e deglutição), os quais também participam da produção dos sons que, juntos, formarão as palavras. Para a estimulação oromotora destaco:

  • Realizar o aleitamento materno, que estimula de forma eficiente a musculatura envolvida na sucção, além de proporcionar uma deglutição adequada;
  • Oferecer alimentos de consistência sólida dura, demandando um esforço maior para a mastigação;
  • Servir de modelo para a criança, demonstrando a mobilidade do aparelho fonador, deixando que ela observe e imite os movimentos faciais realizados na produção dos sons, treinando assim a habilidade para a vocalização.

Estimulação da linguagem

Não podemos deixar de fora a estimulação da linguagem propriamente dita:

  • Narrar para o bebê, desde os primeiros dias de vida, o que você está fazendo ou o que está acontecendo ao redor;
  • Praticar diariamente a leitura em voz alta;
  • Brincar de faz-de-conta (representando rotinas do cotidiano ou contos de fadas);
  • Ensiná-lo a utilizar a comunicação gestual (gestos indicativos e representativos), que serve de apoio para a oral;
  • Estimular a fala com conversas, explorando ao máximo a modelagem da linguagem, nos mais variados ambientes possíveis;
  • Incentivar, participar e brincar de jogos que contenham regras (ordem de jogada, modo de interação e tipo de linguagem).

É importante, portanto, que os pais promovam uma estimulação não só da musculatura envolvida na fala, mas também dos sentidos da criança e de sua linguagem. Todas elas podem ser feitas de maneira simples, no dia-a-dia da família, e não devem ser um aborrecimento para a criança, mas antes algo atraente e motivador. E é recomendável que se inicie quanto antes, já que os primeiros anos de vida são críticos para o desenvolvimento das habilidades sensoriais, motoras, cognitivas e lingüísticas.

 

Extraido:

http://comoeducarseusfilhos.com.br/blog/dicas-de-estimulacao-para-o-desenvolvimento-da-fala-em-criancas-de-0-5-anos/?utm_source=facebook&utm_medium=post_blog_face&utm_campaign=dicas_estimulacao_desenvolvimento_fala_0a5

Quando uma criança se sente confiante sobre si mesmo, ela vai deixar de buscar aprovação lentamente em cada passo que ela toma. Essa ideia transmitida por María Montessori nos dá um exemplo simples de como podemos fazer para que nossos filhos não sejam somente mais independentes, mas também mais felizes.

Por outro lado, hoje há muitas pessoas que ainda não veem com bons olhos esse legado pedagógico que nos deixou a célebre filósofa e docente italiana. Esses princípios focados no aprimoramento do intelecto e do físico da criança são vistos por muitos como arriscados. Permitir que a criança se torne a criadora e a descobridora de sua própria aprendizagem é para muitos coisas fora do comum.

No entanto, você tem que enxergar a partir do prisma correto. Não é “deixar ir, deixando as crianças serem completamente livres”. Nós, como adultos, somos os guias, que os fazem descobrir tudo de que são capazes. Cada criança tem seus próprios tempos e suas próprias necessidades, é apenas sobre ser respeitoso e intuitivo para que o desenvolvimento seja harmonioso e, acima de tudo, feliz.

Por outro lado, além de maximizar esse desenvolvimento em nossos filhos, algo que todos nós queremos é que as crianças aprendam a ser responsáveis e independentes. Não falamos dessa independência para que uma criança de 6 anos se comporte como uma de 10. O que queremos é que dentro de cada idade, ele assume a autonomia e as obrigações que correspondem a ele.

Alcançá-lo é um desafio e, por sua vez, também cresceremos com eles como mães e pais.

Chaves para educar crianças independentes

Começaremos oferecendo-lhe um conselho tão simples como surpreendente: se você quer uma criança independente deve oferecer-lhe autonomia. Sabemos que dizer “autonomia” pode ser um problema para muitas mães e pais.

Isso significa que devo conceder-lhe as liberdades que ele deseja? Absolutamente. Trata-se de confiar nos nossos filhos e permitir-lhes crescer de acordo com a sua idade e as suas próprias características.

Há mães e pais que se esforçam todos os dias para dar a seus filhos o melhor. Eles cuidam de cada detalhe, amarram seus sapatos, guardam brinquedos, preparam a mochila da escola, penteia-os, vesti-los… Tudo tem um limite, um equilíbrio e um propósito

 

Chega um momento em que eles devem dar seus próprios passos. Deixam de ser bebés para serem crianças. Algo assim vai certamente fazer você começar a ter suas próprias demandas. Portanto, nada melhor do que deixar claro desde o início: crescer e ser independente implica ser responsável, e ser responsável você tem que provar o que você é capaz de fazer.

Estas seriam algumas estratégias baseadas na metodologia Maria Montessori:

Crianças de 2 e 3 anos de idade

Maria Montessori estabeleceu o que são conhecidos como períodos sensíveis. São momentos em que as crianças adquirem o máximo potencial de aprendizagem, é quando elas são mais receptivas e quando, como pais, temos a melhor oportunidade para orientá-las.

Os dois e três anos são um momento especial. Começam a se comunicar, a exigir coisas, a descobrir o mundo, querer tocar tudo.

É um momento ideal para lhes dar suas primeiras responsabilidades. No entanto, essas responsabilidades serão supervisionadas por nós.

Eles podem começar a se vestir sozinhos, aprender a guardar seus brinquedos, ajudar a preparar a mesa, assumir a responsabilidade por suas coisas e se certificar de que não quebram.

Ao mesmo tempo, é imperativo que participemos das tarefas da casa. A criança faz parte de uma família e deve entender que todos nós temos responsabilidades.

Crianças de 4 e 6 anos de idade

Uma dica essencial que vem nesta idade é que o mobiliário doméstico está adaptado para eles. Dentro de suas possibilidades, eles podem e devem fazer muitas coisas.

Podemos colocar um banquinho para que a criança comece a se pentear sozinha, a escovar os dentes, a limpar-se.

Maria Montessori recomendou que todas as crianças pudessem funcionar em todas as áreas que fazem parte da vida cotidiana. Então, é ideal que, nesta idade, faça suas primeiras coisas na cozinha (sob nossa supervisão), sirva café da manhã, prepare uma salada, sua tigela de cereais …

Eles devem ser participantes, úteis e, acima de tudo, seguros de ver que eles podem fazer muitas coisas e fazê-las bem.

Para que uma criança se sinta autônoma e propicie ainda mais sua independência, é essencial que lhe proporcionemos reforços positivos. As carícias emocionais positivas são alimentos que os farão crescer em felicidade e segurança.

Crianças de 7 e 8 anos

A criança entre 2 e 8 anos de idade experimenta o momento evolutivo mais importante de sua vida. É esse período em que devemos basear sua autoestima, as raízes de sua identidade e, acima de tudo, essa visão de auto eficácia tão importante para continuar a crescer se sentindo útil, capaz e independente …

Entre as idades de 7 e 8 uma criança pode fazer um monte de coisas. Não obstante, às vezes vai pensar que pode fazer mais do que podemos permitir. É necessário dar asas, mas também um bom conselho.

Nesta idade, você deve ser completamente responsável por suas coisas, tanto em casa como na escola. Ela também deve nos mostrar que podemos confiar nela. Com base nessa confiança, a criança ganhará mais independência.

Por sua vez e não menos importante, devemos ter em conta algo básico. Nem todas as crianças amadurecem da mesma maneira. Portanto, não daremos certas responsabilidades a pessoas pequenas que ainda não podem assumi-las.

Não devemos forçar. Por exemplo, se uma criança de 8 anos de idade é muito esquecida, inquieta e desfocada, não podemos dar-lhe como responsabilidade preparar o seu próprio lanche todos os dias e colocá-lo em sua mochila. Provavelmente irá esquecê-lo.

Temos de supervisioná-lo, e vamos fazê-lo de forma discreta e carinhosa. Pouco a pouco e cada dia vai amadurecer e alcançar grandes coisas por conta própria.

Tradução e adaptação da equipe da Revista Pazes.

 

Texto Extraido: http://www.revistapazes.com/dicas-de-maria-montessori-para-educar-criancas-independentes/

Muitos pais apresentam este questionamento quando levam seus filhos para consulta médica. No entanto, é bom ressaltar que tal dúvida surge no dia a dia, onde os pais notam algumas características nas crianças.
Atitudes como engatinhar, andar, aumentar o repertório, entre outras ações merecem total atenção dos adultos que convivem com o pequeno. É normal que pais e responsáveis comecem a fazer comparação com outras crianças do convívio (sobrinhos, vizinhos e até outros filhos) para constatarem que há um relativo “atraso” no desenvolvimento da criança.

Contudo, é sempre relevante procurar ajuda de profissionais para que ele possa avaliar a situação e, assim, dar uma posição acerca do que foi apresentado.

Os sinais de atraso no desenvolvimento

Vale apontar alguns dos sinais que mostram que sinais podem ser identificados em casos de atrasos no desenvolvimento. Veja a seguir:

– Dificuldade com a habilidade de linguagem e a compreensão da fala da criança;

– Dificuldade para desempenhar ações básicas de cuidados, como lavar as mãos, vestir a própria roupa, etc. (Importante salientar que mesmo muito novas, as crianças podem e devem ser estimuladas a algumas ações de higiene pessoal);

– Dificuldade com a coordenação motora ampla, aquela que é responsável pelas ações dos principais músculos do corpo: andar, dançar, pular, sentar, etc.

– Dificuldade com a coordenação motora fina, que fica a cargo dos pequenos músculos e dão à criança a capacidade de manipular objetos, desenhar, recortar, escrever, entre outras ações;

– Dificuldade para habilidade de interação social: quando a criança se mostra arredia em todas as situações que saem do seu contexto familiar.

É preciso cautela para analisar os casos

Ao ler alguns dos sinais que podem ser apresentados pelas crianças como atraso no desenvolvimento, vocês devem ter notado que muitas delas mostram tais características. Portanto, é preciso ter muita cautela para considerar uma condição de ‘atraso’.

Para se ter um exemplo, é comum que crianças se sintam intimidadas em algum lugar que elas não conheçam e tenham dificuldade de se relacionar com os demais. Isto não tem nada a ver com atraso, mas uma timidez absolutamente normal. Há que se considerar, no entanto, quais as circunstâncias e a frequência que isso ocorre. Por isso o acompanhamento de um especialista é importante.

Há fatores que influenciam no possível atraso do desenvolvimento?

Sim. Alguns fatores podem ser identificados pelos médicos como a causa dessa situação.

Veja abaixo quais são elas:

– Complicação durante nascimento;
– Bebês prematuros;
– Condição genética;
– Síndromes que causam distúrbio de comportamento, dificuldades neuropsicomotoras e cognitivas;
– Dificuldades de audição;
– Entre outras.

Número é considerado normal

Segundo pesquisas realizadas acerca do tema, o índice de crianças que apresentam atrasos em algum desenvolvimento varia em uma média que vai de 10% a 15%, em pessoas abaixo dos 3 anos de idade. Há casos de pequenos que levam essas dificuldades até o início do ensino fundamental.

O tratamento é sempre importante

A ajuda de profissionais é imprescindível para oferecer à criança a possibilidade de melhorar o seu desenvolvimento e ter uma excelente qualidade de vida.

Texto Extraído: https://neurosaber.com.br/quais-sao-os-sinais-de-atraso-no-desenvolvimento-de-uma-crianca/?inf_contact_key=0eaf7ba0856eab449a47a5ce025f355a44549dbb3d1a1a2ac8a951cc812591fe